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Casa do Estudante Universitário
Aparício Cora de Almeida

Uma casa para morar e
uma causa para se engajar.

Saiba mais

Apresentação

A Casa do Estudante Universitário Aparício Cora de Almeida (Ceuaca), localizada na Rua Riachuelo, nº 1335, no Centro Histórico de Porto Alegre, recebe estudantes de todas as partes do Brasil e do mundo. É uma entidade sem fins lucrativos que tem como finalidade oferecer moradia gratuita a alunos de graduação e pós-graduação carentes de recursos socioeconômicos que estudam em Porto Alegre. A Ceuaca é uma instituição autogerida, em que os próprios moradores são responsáveis pela sua administração. Por isso dissemos que ser ceuacano é mais do que ter uma casa para morar: é, também, ter uma causa para se engajar, pois se exige de cada morador a participação e o interesse de manter a Ceuaca viva. Para ser morador da Ceuaca, é preciso participar de processo seletivo, que se realiza por meio de edital específico. Acompanhe-nos para ter acesso às datas de seleção e aos documentos necessários para a candidatura. Venha morar na Ceuaca e fazer parte da casa de estudante mais antiga do Rio Grande do Sul!


Estatuto da CEUACA

História

A história de nossa Ceuaca remonta à década de 1930. Em 1º de agosto de 1934, os estudantes da Faculdade de Direito de Porto Alegre fundaram a “Casa do Estudante”. Essa instituição não tinha sede própria, utilizando-se dos mais diversos espaços, alguns dos quais inadequados para abrigar seus membros. Nesse período, fora central a figura de Aparício Cora de Almeida, que se tornou um símbolo da luta do movimento estudantil na cidade e mais tarde deu nome à Casa do Estudante que temos hoje. Nascido em 1906 na cidade de Quaraí, Aparício formou-se em 1931 na Faculdade de Direito de Porto Alegre e atuou como líder estudantil, desencadeando, junto a outros colegas, uma grande campanha em prol da assistência social aos estudantes universitários carentes. Fez parte da Aliança Nacional Libertadora (ANL) no Rio Grande do Sul, que se opunha à ditadura getulista e fora posteriormente sufocada pela repressão policial do governo de Flores da Cunha. Em 13 de outubro de 1935, o jovem advogado Aparício foi encontrado morto com um tiro na cabeça em um bar de Porto Alegre, sob circunstâncias jamais esclarecidas. Nesse mesmo ano, com a morte de seu filho Aparício, o casal Israel Almeida e Maria Antônia Cora decidiu doar o prédio do antigo Edifício Almeida ao estado para que ali fosse sediada a então chamada “Casa do Estudante do Rio Grande do Sul”. Desde 1935, portanto, o prédio, que fica na Rua Riachuelo, nº 1355, quase esquina com a Avenida Borges de Medeiros, é destinado ao abrigo de estudantes.

No início de seu funcionamento, a Casa tinha capacidade para 70 moradores. Anos depois, na década de 1950, construiu-se o terceiro andar do prédio, bem como as estruturas do refeitório universitário, da lavanderia e do salão social. Assim, a instituição teve sua capacidade de atendimento aumentada, passando a receber cerca de 100 moradores.

Em 1959, a Casa foi reconhecida como uma entidade de Utilidade Pública Estadual em ato efetuado pelo então governador Leonel Brizola. Em 1961, a Casa passou a se chamar “Casa do Estudante Universitário Aparício Cora de Almeida”, nome que mantém até hoje, e apenas um ano depois a Ceuaca foi reconhecida como entidade de Utilidade Pública Federal. Durante sua trajetória, a Ceuaca foi um espaço de resistência e organização política, testemunhando períodos ditatoriais e de mudanças na política e na sociedade brasileira. Por exemplo, de 1964 até o final da década de 1970, a Ceuaca se viu diante de uma intervenção federal, em que um interventor nomeado pelo Governo Militar acompanhava reuniões e assembleias dos estudantes, efetuando trocas de direções e expulsão de moradores. Mas a Ceuaca foi também um ponto de resistência à ditadura, dando apoio ao movimento estudantil que se fez forte no período. Outro momento importante da história da Ceuaca ocorrera nos anos 1980, quando as mulheres passaram a ser aceitas como moradoras da instituição.

Já nos anos 1990, o funcionamento da Ceuaca passou a ter dificuldades devido às consequências das mudanças das políticas da educação, tendo cortadas as verbas públicas destinadas ao mantimento do restaurante universitário e dos demais serviços oferecidos no local. Nos anos seguintes, a Casa lutou para se manter de maneira autônoma, sendo administrada pelos próprios estudantes por meio de deliberações internas e do seu Estatuto Geral.

Situação atual

Hoje, a situação dos moradores da Ceuaca é um pouco diferente. Não mais estamos alocados em nosso prédio sede, uma vez que o prédio está em fase de uma reforma estrutural que vise a garantir a segurança de seus habitantes. Em função disso, os ceuacanos residem atualmente em outros imóveis distribuídos pelo Centro Histórico de Porto Alegre, em caráter provisório, onde aguardam para poder retornar ao prédio sede.

Assim, a nossa luta atual é para regressar ao nosso prédio e garantir o futuro da Ceuaca como esse importante instrumento de apoio ao estudante universitário, sendo a Ceuaca, portanto, um patrimônio dos estudantes brasileiros e estrangeiros que vêm a Porto Alegre para realizar o seu curso superior.

Locais da distribuição provisória dos moradores da Ceuaca.

Galeria

Confira algumas imagens da galeria histórica da Ceuaca (em construção).

infoceuaca@gmail.com